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Robôs chineses permitem realização de cirurgias precisas à distância

Tecnologia foi utilizada em operação no Brasil a partir da China

  • Fonte da imagem: gorodenkoff / iStock

O Hospital da Universidade de Sichuan, na China, vem se destacando no uso de robôs cirúrgicos de controle remoto, com os quais médicos podem realizar intervenções em diferentes regiões a partir do próprio centro. Essa abordagem inovadora amplia o alcance dos serviços médicos, invertendo o modelo tradicional: não é mais o paciente que precisa se deslocar, mas a tecnologia que vai até ele.

De acordo com o China Daily, parceiro da TV BRICS, os cirurgiões em Sichuan podem controlar braços robóticos instalados em outras unidades médicas por meio de consoles. O sistema transmite imagens em definição ultra-alta, permitindo decisões cirúrgicas precisas. Equipes de enfermeiros, anestesiologistas e engenheiros se mantêm próximas ao paciente, asseguram que as operações ocorram de forma segura e eficiente.

Entre os primeiros procedimentos realizados com essa tecnologia estão cirurgias urológicas, hepáticas e pancreáticas, que apresentaram resultados superiores aos métodos convencionais, como menor sangramento e melhor visibilidade para os cirurgiões. Especialistas destacam que a tecnologia permite reduzir em até 80% os custos e o tempo de deslocamento para pacientes e familiares, tornando o atendimento mais acessível e seguro.

Um dos casos envolveu o médico brasileiro Carlos Eduardo Domene, que realizou uma cirurgia em um paciente no Brasil a mais de 10 mil km de distância, controlando o robô a partir da China.

"As tecnologias médicas e equipamentos de ponta da China estão agora sendo introduzidos no Brasil por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, beneficiando mais pacientes em toda a América do Sul", destacou o cirurgião.

A China pretende ampliar essa inovação, com a instalação de equipamentos em novos países, como o Egito, e a capacitação de profissionais especializados. Em 2025, as exportações de equipamentos médicos do país geraram mais de US$ 45 bilhões (cerca de R$ 232 bilhões), um crescimento de mais de 60% em relação a 2019, consolidando o país asiático como líder global no setor.

Os países do BRICS+ vêm ampliando a introdução de novas tecnologias no setor médico e farmacêutico por meio de inovações e pesquisas de alto impacto.


No Vietnã, o governo tem adotado estratégias voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças não transmissíveis, com a introdução de ferramentas de inteligência artificial. A tecnologia permite identificar enfermidades em estágios iniciais com maior precisão, o que contribui para a redução de erros médicos e a melhoria do atendimento, informou a Vietnam News Agency (VNA), parceira da rede TV BRICS.


Paralelamente, a Belteleradiokompania, também parceira da rede, informou que Belarus planeja criar, em até dois anos, um centro internacional de pesquisa na área farmacêutica. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Índia, busca consolidar um ciclo tecnológico completo, desde a aquisição de matérias-primas até a produção de medicamentos de alto valor agregado, com maior grau de nacionalização.


Outro avanço relevante no setor foi registrado na Argentina, com a participação do país em um estudo internacional que desenvolveu o primeiro mapa de células cancerígenas em camundongos, uma base de dados inédita com cerca de 600 modelos que abrange diferentes tipos de tumores. A BRICSLat, parceira da TV BRICS, informou que a ferramenta permite compreender melhor os mecanismos de desenvolvimento da doença e testar novas abordagens terapêuticas, graças a modelos que se aproximam da realidade clínica humana.