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Semana da Energia da Rússia realiza painel "BRICS+ e seu potencial no campo da parceria tecnológica"

Os palestrantes discutiram questões relevantes ao desenvolvimento da cooperação tecnológica entre a Rússia e outros países do BRICS

Na quarta-feira, 12 de outubro, durante a Semana da Energia da Rússia (REN, na sigla em russo), foi realizado o painel "BRICS+ e seu potencial no campo da parceria tecnológica". O evento foi moderado por Oleg Jdaneev, diretor geral adjunto da instituição orçamentária federal "Agência de Energia Russa" (REA, na sigla em russo) do Ministério da Energia da Rússia.

O primeiro a discursar no painel foi Serguei Mochalnikov, vice-ministro de Energia da Rússia.

Сергей Мочальников2.png

"Acredito que o BRICS é uma das plataformas mais promissoras, a julgar pelo tamanho da economia e pelas oportunidades que nós podemos oferecer uns aos outros. Portanto, ainda não vemos limites para o potencial. Na minha opinião, abordaremos o que podemos fazer juntos somente em um futuro próximo, dependendo das questões que precisamos resolver conjuntamente. Afinal, todos sabemos muito bem que uma das principais missões é proporcionar um fornecimento de energia confiável e acessível para todos os habitantes do planeta", afirmou Mochalnikov.

"Uma simbiose do combustível fóssil básico, mas com tecnologias que nós, conjuntamente, precisamos desenvolver, implementar e garantir que sejam ecológicas. Essa é a simbiose que precisamos buscar [...] Em termos de expansão da cooperação, considero um bom exemplo a nossa plataforma energética do BRICS, que está fazendo pesquisas muito relevantes. São os cinco países da organização que determinam sua relevância. Esses estudos devem ser usados ​​como uma cartilha básica sobre o que os parceiros do cinco países querem evitar e o que querem alcançar. Os ministros de energia do BRICS se reúnem regularmente. Assim, esta plataforma deve tornar-se uma fonte de ideias para planos, incluindo planos para atingir os parâmetros que nossos países consideram necessários no setor energético. Portanto, eu acredito que acessar, obter ou até mesmo possuir tecnologias energéticas avançadas será fundamental. Ou seja, são as tecnologias avançadas que nos oferecerão confiabilidade e disponibilidade", acrescentou o vice-ministro.

Kirill Babaev, diretor interino do Instituto da China e Ásia Contemporânea da Academia de Ciências da Rússia, apontou as três principais prioridades da cooperação tecnológica entre os países do BRICS, são elas: a criação de zonas de alta tecnologia, a digitalização da economia e a inteligência artificial.

Кирилл Бабаев3.png

Babaev também falou sobre como, em sua opinião, é necessário construir uma cooperação mutuamente benéfica com a China.

"As palavras principais neste assunto são 'benefícios mútuos'. Sabe-se que a China persegue muito claramente suas prioridades e seus interesses. Naturalmente, temos de considerar os nossos interesses e o nosso desenvolvimento estratégico, razão pela qual a cooperação deve ser mutuamente benéfica. Hoje, vemos como nós e a China nos complementamos ativamente em termos de cooperação comercial e econômica. Nós fornecemos os portadores de energia; eles, os bens industriais, os equipamentos, as peças de reposição. [...] Se falamos especificamente de desenvolvimento tecnológico, sabemos que, durante várias décadas, a China usou os instrumentos de desenvolvimento tecnológico da União Soviética, desenvolveu suas tecnologias com base na assistência soviética. Agora, por sua vez, faz sentido aprendermos algo com a China. Em particular, se falamos das zonas de desenvolvimento de tecnologia da informação, que equivalem a aproximadamente 0,1% do território chinês, isso representa 15% do PIB do país. [...] Isso é o que podemos seguir atualmente e o que nós e outros países do BRICS podemos aprender. Muitos mandam candidaturas para o BRICS justamente para conseguir esse tipo de parceria tecnológica, esse tipo de assistência tecnológica", afirmou Babaev.

Em seu discurso, o presidente da Câmara Africana de Energia, NJ Ayuk, afirmou que para desenvolver a cooperação energética entre a Rússia e a África, é necessário criar uma plataforma de formação de jovens profissionais africanos para a esfera energética, algo que aconteceu durante a União Soviética.

ЭнДжей Аюк2.png

O evento contou com a presença de Ksenia Komissarova, a editora-chefe da rede de mídia internacional TV BRICS.

Ксения Комиссарова.PNG

Em seu discurso, ela destacou que a TV BRICS contribui para o desenvolvimento da cooperação científica e técnica dentro do BRICS.

"Nos últimos cinco anos, a rede internacional TV BRICS vem formando um espaço midiático unificado dos cinco países da organização por meio da troca de informações, de notícias e de conteúdo em vídeo com nossos parceiros. Hoje em dia, já são mais de quarenta meios de comunicação (canais de televisão, agências de notícias, emissoras de rádio, plataformas digitais e mídias sociais) nos países do BRICS em cujas plataformas a TV BRICS posiciona sua própria agenda informativa. [...] Gostaria de enfatizar que através da divulgação de 'cases' específicos de empresas nacionais do setor energético, dos objetivos de desenvolvimento sustentável, através de uma rede de meios de comunicação dos países do BRICS, podemos criar no espaço midiático global uma imagem positiva [do nosso país], uma imagem da Rússia como uma nação moderna, cheia de ciência e tecnológica. E isso, por sua vez, proporciona uma base para a cooperação empresarial entre os cinco países na área de energia e ecologia", afirmou a jornalista.

Vale lembrar que o quinto Fórum Internacional Semana da Energia da Rússia (REN 2022) está sendo realizado em Moscou entre os dias 12 e 14 de outubro.

Foto: Roscongress