Esses esforços visam elucidar questões fundamentais sobre a história do sistema solar
A missão lunar chinesa Chang'e-6 está prestes a fazer história ao retornar à Terra com amostras coletadas do lado oculto da Lua. A sonda, que leva o nome da deusa lunar da mitologia chinesa, iniciou sua jornada em 3 de maio e pousou com sucesso na inexplorada Bacia de Aitken do Polo Sul, segundo informa Brasil 247, o parceiro da rede TV BRICS.
Este feito marca um avanço significativo desde a missão Chang'e anterior, que trouxe amostras do lado visível da Lua em 2020, e a missão Luna 24 da União Soviética em 1976. As missões Apollo entre 1969 e 1972 também contribuíram para o acervo de material lunar, mas a Chang'e-6 busca respostas sobre um período crítico de bombardeio no sistema solar.
A missão Chang'e-6, em uma operação sem precedentes, teve um período limitado de 14 horas para garantir 2 kg de amostras lunares. Esses esforços visam elucidar questões fundamentais sobre a história do sistema solar, coletando material de uma região da Lua até então não explorada por missões anteriores. O sucesso desta missão poderia ser um marco, pois seria a primeira vez que amostras do lado mais afastado da Lua seriam trazidas para a Terra.
As amostras serão transferidas para um foguete impulsionador e, posteriormente, para uma espaçonave na órbita lunar, antes de retornarem à Terra, com pouso previsto na Mongólia Interior da China em 25 de junho. Este marco representa um passo gigantesco para a ciência lunar e a compreensão da evolução do nosso sistema solar.
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