Unesco inclui santuário chinês de aves migratórias na lista de Patrimônio Natural
Inclusão amplia a zona reconhecida como santuário de aves migratórias no Mar Amarelo
A Unesco incluiu as Ilhas Changshan, na China, em sua Lista do Patrimônio Natural Mundial. O arquipélago foi reconhecido como parte dos santuários de aves migratórias da costa do Mar Amarelo e do Golfo de Bohai já inscritos pela organização. A ampliação foi aprovada durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial.
Segundo informações do Global Times, parceiro da TV BRICS, a nova área incorporada possui mais de 4,9 mil hectares e abriga importantes locais de descanso e alimentação para milhões de aves migratórias que percorrem a rota Ásia Oriental–Australásia.
Além dessas, mais de 140 espécies de aves já foram registradas na região. O sítio também abriga a maior colônia reprodutiva de garças chinesas do mundo e serve como habitat permanente para espécies protegidas.
Paralelamente, o santuário é considerado o maior sistema de zonas úmidas intertidais do mundo. Essas áreas são influenciadas pelo ciclo das marés e alternam entre períodos de inundação e exposição.
Atualmente, a China possui 15 patrimônios naturais mundiais e quatro patrimônios mistos, que reúnem valores culturais e naturais.
Recentemente, a Unesco incluiu diversos sítios dos países do BRICS e do Sul Global em suas listas de patrimônios. Outras candidaturas seguem em preparação para avaliação.
A organização reconheceu o Theatro da Paz e o Teatro Amazonas, no Brasil, como Patrimônio Mundial Cultural, informou a Agência Brasil. Construídos no final do século XIX, os dois espaços representam a arquitetura e a história cultural da Amazônia. A inclusão marcou o 26º patrimônio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da organização.
Além disso, 10 obras da arquitetura modernista de Tashkent, no Uzbequistão, foram incorporadas à Lista do Patrimônio Mundial. Construídas entre as décadas de 1960 e 1990, as edificações representam a evolução arquitetônica da Ásia Central no século XX. A Agência de Patrimônio Cultural do Uzbequistão afirmou que o país se tornou o primeiro da Ásia Central e da Comunidade dos Estados Independentes a registrar um conjunto de arquitetura modernista desse período na lista da organização.
Paralelamente, Omã avança nos preparativos para apresentar o Geoparque Al Hajar à Rede Mundial de Geoparques da Unesco. O sítio poderá se tornar o primeiro geoparque do país reconhecido pela organização, informou a mídia Al Shabiba, parceira da TV BRICS. A iniciativa busca preservar o patrimônio natural, promover o turismo sustentável e ampliar as oportunidades econômicas para as comunidades da região.
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