Universidade russa assina acordo com UFRJ para cooperação em pesquisas de biossegurança
Brasil e Rússia também buscam ampliar parcerias em áreas como biotecnologia, pesquisas polares e inteligência artificial
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil e os ministros responsáveis pela pesquisa científica da Rússia realizaram uma reunião bilateral, durante a qual foi assinado um pacote de acordos entre a Universidade Estatal de Tiumen (TSU) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o desenvolvimento da cooperação científico-educacional entre os dois países. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da instituição russa.
O acordo prevê a criação de uma infraestrutura com níveis de biossegurança para projetos científicos conjuntos, além de intercâmbios acadêmicos de docentes e pesquisadores, bem como de estudantes de pós-graduação e graduação.
O encontro foi realizado às margens da Comissão de Alto Nível Rússia-Brasil para Cooperação, em Brasília. Ele contou com a presença da ministra da pasta Luciana dos Santos e do ministro da Ciência e Ensino Superior da Rússia, Valeri Falkov. O acordo foi assinado pelo reitor da universidade russa, Ivan Romantchuk, e pelo reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho.
"O reitor da TSU está no Brasil conhecendo a infraestrutura científica de ponta do país. [...] A TSU tem planos ambiciosos para o desenvolvimento futuro das pesquisas sobre ameaças biológicas emergentes, incluindo a criação de uma nova infraestrutura de pesquisa levando em conta os níveis adequados de biossegurança. [...]", informa a nota emitida pela instituição educacional russa.
Os ministros concordaram em desenvolver projetos conjuntos entre os dois países em áreas mais amplas, como nano e biotecnologia, pesquisas polares, mudanças climáticas, inteligência artificial e digitalização.
Falkov destacou o grande potencial do Brasil para a cooperação científica, especialmente nas áreas ligadas ao meio ambiente e às ciências da vida.
"O Brasil é um país único do ponto de vista da biodiversidade. Há aqui muitas áreas para pesquisa, considerando a boa base fundamental do nosso país e a existência de grupos científicos que se dedicam ao estudo da flora, da fauna e às pesquisas marinhas", afirmou ele.
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