Produções do Egito, da Rússia, da China e da Índia são premiadas após competição entre 135 obras estudantis
O Festival Internacional de Filmes Estudantis do BRICS encerrou sua primeira edição na Academia de Artes do Cairo sob o patrocínio da ministra da Cultura Gihane Zaki. A organização ficou a cargo da presidente da Academia de Artes, Nabila Hassan, e da Escola Árabe de Cinema e Televisão, dirigida por Mona El-Sabban.
Com base em um comunicado do Centro Cultural Russo no Cairo, repercutido pela Agência de Notícias do Oriente Médio (MENA), parceira da TV BRICS, o festival contou com a participação de 135 filmes estudantis de Egito, Rússia, China, Índia, Brasil, Indonésia, Tailândia e África do Sul.
Os filmes concorreram nas categorias de curta-metragem de ficção de até 20 minutos, documentário de até 15 minutos e animação de até 10 minutos, com o objetivo de apoiar jovens talentos do cinema e fortalecer o intercâmbio cultural entre os países do BRICS.
Na categoria geral, o filme russo "Terra das Salamandras", da diretora Ekaterina Ulianova, venceu o prêmio de melhor animação. O filme chinês "Princesa Ariel" recebeu o prêmio de melhor curta-metragem de ficção, e o filme indiano "Aqui, Entre Estranhos" foi premiado como melhor documentário de curta-metragem.
Na categoria de participação egípcia, o filme "Sonho Particular", do diretor Ayman Salam, conquistou o prêmio de melhor curta-metragem de ficção. O filme "Cairo", do diretor Ahmed Alaa Ismail, venceu na categoria de melhor documentário, enquanto "Para Onde", do diretor Omar Hossam Eldin, levou o prêmio de melhor animação.
Nesse contexto, a diretora da Escola Árabe de Cinema e Televisão e presidente do festival, Mona El-Sabban, manifestou o desejo de que os países do BRICS abracem o evento e ampliem sua participação, aprofundando o diálogo e a cooperação entre os jovens cineastas do grupo.
Por sua vez, o vice-diretor da Casa Russa no Cairo, Denis Brunikov, afirmou que a participação dos estudantes russos no festival se enquadra no interesse de fortalecer o diálogo com o cinema egípcio, que ocupa uma posição de destaque no mundo árabe, manifestando sua satisfação com a vitória do filme russo.
O diretor de atividades culturais do Centro Russo, Sherif Gad, destacou que o festival é uma iniciativa de grande valor e merece todo o apoio, pois torna possível a abertura de novas perspectivas para o intercâmbio cultural e artístico entre jovens cineastas do BRICS e aproxima os festivais de cinema das nações do grupo.
As festividades foram encerradas com a homenagem à equipe organizadora e aos voluntários, com a confirmação de que o festival representa um passo importante rumo à criação de uma plataforma permanente de apoio ao cinema jovem dentro e fora dos países do BRICS.