Nova infraestrutura de pesquisa apoia proteção ecológica e uso sustentável da terra
O governo chinês criou 167 estações nacionais de observação e pesquisa de campo para reforçar a proteção das pastagens e avançar no desenvolvimento ecológico. A iniciativa integra um esforço mais amplo do país para aprimorar o monitoramento ambiental e aumentar a resiliência a riscos naturais, segundo o China Daily, parceiro da TV BRICS.
O diretor da Estação Nacional de Observação e Pesquisa de Ecossistemas de Pastagens em Hulun Buir, Xin Xiaoping, destacou que essas unidades funcionam como pontos-chave de monitoramento, permitindo que cientistas acompanhem mudanças nos ecossistemas ao longo do tempo.
As estações também servem como locais de teste para novas tecnologias. Em Hulun Buir, pesquisadores implementaram um sistema integrado de robô de pastoreio com veículo aéreo não tripulado (drone), evidenciando o uso de ferramentas tecnológicas na gestão de pastagens e sua aplicação em campo.
Além disso, a rede atua como um polo de colaboração entre instituições acadêmicas e organizações de pesquisa, facilitando a troca de conhecimento e a formação de especialistas em ciências ambientais. Projetos demonstrativos que abrangem mais de 6,6 mil hectares contribuíram para aumentos significativos na produtividade das pastagens, destacando o papel de soluções baseadas na ciência no desenvolvimento sustentável.
Os países do BRICS continuam avançando na proteção ambiental e na conservação da biodiversidade por meio de iniciativas nacionais de grande escala e pesquisa científica.
Na XV reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), realizada no Brasil, os países aprovaram novas medidas internacionais para proteger espécies migratórias, de acordo com o Brasil de Fato, parceiro da TV BRICS. As decisões incluem um plano de ação regional para bagres migratórios da Amazônia e a inclusão da ariranha em listas globais de conservação.
A iniciativa, liderada pelo Brasil com a participação de vários países da Bacia Amazônica, busca preservar a conectividade dos rios, fortalecer a cooperação científica e apoiar a pesca sustentável, ao mesmo tempo em que amplia a proteção da biodiversidade e a segurança alimentar das comunidades locais.
A Indonésia está ampliando os esforços de conservação da vida selvagem por meio de maior coordenação de políticas e medidas de proteção de habitats. As autoridades planejam introduzir uma instrução presidencial para proteger as populações de elefantes. Segundo a Antara News, a iniciativa visa integrar instituições governamentais, autoridades regionais e usuários da terra para apoiar a gestão sustentável dos ecossistemas. Estimativas oficiais indicam que a população de elefantes-de-sumatra varia entre 2,4 mil e 2,8 mil indivíduos, destacando a importância de ações contínuas de conservação e cooperação internacional na proteção da biodiversidade.
Os países do BRICS+ também intensificam os esforços para preservar ecossistemas e biodiversidade, fortalecendo a cooperação e implementando novas medidas de conservação.
Belarus está ampliando as ações para proteger recursos florestais por meio de práticas de gestão aprimoradas e soluções de produção local, informa a BelTA, parceira da TV BRICS. O Ministério das Florestas planeja expandir o uso de cercas de malha para proteger plantações florestais jovens contra a fauna silvestre, com base na experiência bem-sucedida na região de Minsk. Nos últimos cinco anos, cerca de 25 mil hectares de florestas foram protegidos com essas medidas, contribuindo para a preservação e o desenvolvimento sustentável das áreas florestais.
O Chile está ampliando a conservação marinha com novas áreas protegidas no Pacífico, elevando para cerca de 54% a parcela de sua zona econômica exclusiva sob proteção ambiental, conforme informações do El Maipo, parceiro da TV BRICS. A iniciativa abrange regiões ricas em biodiversidade, com alto nível de endemismo (espécies que existem apenas em uma área geográfica específica e em nenhum outro lugar do mundo), rotas migratórias importantes e grande diversidade de espécies, incluindo atuns, tubarões e a lagosta-de-Juan Fernández.