Egito transforma ruas do Cairo em espaço de arte a céu aberto
Iniciativa promove cultura com espetáculos e oficinas práticas
O Egito lançou a iniciativa "Rua da Arte" no centro histórico do Cairo, com o objetivo de transformar ruas tradicionais em espaços abertos de expressão artística. Segundo o Sada El-Balad, parceiro da rede TV BRICS, a ação integra uma política voltada à ampliação da presença das artes no espaço público.
A proposta busca levar a produção artística para fora dos espaços convencionais, promovendo apresentações culturais acessíveis e incentivando a participação direta da população. As atividades contemplam diferentes linguagens, como música ao vivo, manifestações folclóricas e tradicionais, teatro de bonecos, poesia, além de oficinas práticas de artes visuais.
Durante a programação, o público terá a oportunidade de participar de oficinas práticas em áreas como desenho, escultura, cerâmica, fotografia e outras artes aplicadas. As atividades estão previstas para ocorrer semanalmente em dias determinados, consolidando a rua como um espaço permanente de manifestações culturais e de interação comunitária.
A iniciativa está alinhada aos objetivos do plano nacional Visão 2030, que busca promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a formação cultural do cidadão egípcio. Além disso, reflete os esforços do Estado para apoiar as indústrias culturais, bem como identificar, incentivar e desenvolver novos talentos.
A cultura desempenha um papel central em diversos países do BRICS, que vêm implementando programas culturais e artísticos e fortalecendo continuamente a infraestrutura do setor.
Segundo a Antara News, o ministro da Cultura da Indonésia, Fadli Zon, afirmou que os museus devem funcionar como espaços de desenvolvimento do capital cultural, gerando benefícios sociais e econômicos de forma sustentável. Ele ressaltou que o país vem ampliando e modernizando sua rede museológica, que já reúne 516 instituições, além de promover iniciativas voltadas à atração do público jovem. Zon ainda destacou o avanço do governo na repatriação de mais de 28 mil itens de acervos históricos.
Autoridades chinesas destacaram a rápida expansão do setor museológico da China e seu papel crescente como ponte para o intercâmbio entre civilizações. Dados oficiais, relatados pelo Global Times, parceiro da TV BRICS, indicam a criação de mais de 1,4 mil novos museus nos últimos cinco anos, totalizando cerca de 7,2 mil até o fim de 2025, dos quais mais de 91% oferecem entrada gratuita. Em 2025, os museus chineses registraram resultados recordes, com mais de 40 mil exposições, 580 mil atividades educativas e 1,56 bilhão de visitantes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da cultura para o desenvolvimento do Brasil e sua relação com a formação da identidade nacional. Ele ressaltou o avanço da política Cultura Viva, que reúne mais de 16 mil iniciativas e passou por ampliação recente com novos investimentos. Segundo o Brasil 247, também parceiro da rede, foram anunciadas a criação de uma política voltada às culturas tradicionais e populares e a reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural, com foco na preservação e valorização cultural.