SUS brasileiro é modelo de saúde universal, destaca OMS
Diretor-geral da organização afirma que Brasil é exemplo para outros países
O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro representa um exemplo de que o acesso universal à saúde pode ser alcançado, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo a Agência Brasil, Ghebreyesus afirmou que poucos países possuem sistemas públicos capazes de oferecer uma cobertura tão ampla à população e ressaltou que o SUS atende mais de 200 milhões de pessoas.
"O SUS é um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre toda a população. Com isso, garante acesso às pessoas que não têm condições de pagar pelos serviços de saúde. [...] O Brasil mostra ao mundo que serve como exemplo. O sistema de saúde brasileiro é universal e demonstra que saúde deve ser para todos, não apenas para alguns", declarou.
O dirigente da OMS informou ainda que a experiência brasileira será apresentada pela organização como referência internacional. Segundo ele, o modelo demonstra como políticas públicas estruturadas podem ampliar o acesso aos serviços de saúde e contribuir para a construção de sistemas mais inclusivos em outros países.
Ghebreyesus também ressaltou a participação do Brasil na cooperação internacional em saúde. Entre os exemplos citados estão o acordo global sobre pandemias aprovado recentemente e a parceria estabelecida entre o Brasil e a Etiópia a partir de 2006, que contribuiu para o fortalecimento do sistema de saúde do país africano.
Durante a visita, o diretor-geral da OMS conheceu iniciativas brasileiras voltadas à ampliação do atendimento em saúde, incluindo ações de atenção básica, tratamento odontológico e expansão dos serviços especializados. O ministro Padilha também apresentou medidas relacionadas à ampliação da infraestrutura para o tratamento oncológico, da cirurgia robótica no SUS e do transporte sanitário.
A visita de Ghebreyesus ao Brasil também marcou a entrega de um documento que reúne evidências para o início do processo de certificação internacional da eliminação da transmissão vertical da hepatite B, ou seja, da infecção transmitida da mãe para o filho. De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o Brasil manteve, por dois anos consecutivos, índices de infecção ativa pelo vírus inferiores a 0,1% entre crianças de até cinco anos, atendendo ao critério estabelecido internacionalmente para a certificação.
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