Comércio entre Egito e países do BRICS ultrapassa US$ 36 bi no primeiro semestre do ano
Importações provenientes dos países do grupo aumentaram 38,1%, enquanto remessas de egípcios cresceram quase 60%
O comércio entre o Egito e os países do BRICS alcançou US$ 36,7 bilhões (R$ 187,9 bi) nos primeiros seis meses de 2026. No mesmo período do ano anterior, o indicador havia sido de US$ 29,3 bilhões (R$ 150 bi), segundo informações divulgadas pelo Sada El-Balad, parceira da TV BRICS, com base em dados da Agência Central de Mobilização Pública e Estatística do Egito.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas compras do Egito aos países do grupo. As importações aumentaram para US$ 30,2 bilhões (cerca de R$ 155 bi), ante US$ 21,8 bilhões (cerca de R$ 112 bi) no ano anterior, uma alta de 38,1%.
Entre os países do BRICS, a China é o principal fornecedor do Egito, com US$ 10,4 bilhões (R$ 53,2 bi). Na sequência aparecem os Emirados Árabes Unidos (EAU), a Arábia Saudita, a Rússia, o Brasil, a Índia,a Indonésia, a África do Sul e a Etiópia.
Nas exportações egípcias para os países do BRICS, a Arábia Saudita lidera, com US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9,2 bi). Em seguida estão EAU, Índia, China, Brasil, Rússia, África do Sul, Indonésia e Etiópia.
O Egito exporta para os países do BRICS pérolas, pedras preciosas e joias, frutas e vegetais, combustíveis e óleos minerais, fertilizantes, máquinas e equipamentos elétricos e plásticos.
Entre os principais produtos importados pelo Egito estão combustíveis e óleos minerais, máquinas e equipamentos elétricos, cereais, ferro e aço, automóveis, tratores e motocicletas e produtos químicos orgânicos.
Os investimentos dos países do BRICS no Egito totalizaram US$ 6,2 bilhões (cerca de R$ 24 bi) no ano fiscal de 2024/2025. O Egito investiu US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11 bi) nas economias dos países do grupo. Os principais investidores no Egito foram:
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EAU: US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24,06 bi);
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Arábia Saudita: US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 11,26 bi);
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China: US$ 277,6 milhões (cerca de R$ 1,42 bi);
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Rússia: US$ 62,4 milhões (cerca de R$ 319,5 mi);
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Índia: US$ 17,8 milhões (cerca de R$ 91,1 mi);
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África do Sul: US$ 9,2 milhões (cerca de R$ 47,1 mi).
As remessas enviadas por egípcios que trabalham nos países do BRICS alcançaram US$ 15,7 bilhões (cerca de R$ 80,4 bi) no ano fiscal de 2024/2025, ante US$ 9,8 bilhões (cerca de R$ 50,2 bi) no ano anterior, um crescimento de 59,5%.
No sentido inverso, as remessas enviadas por trabalhadores dos países do BRICS que atuam no Egito aumentaram para US$ 202,5 milhões (cerca de R$ 1,04 bi), ante US$ 76,2 milhões (cerca de R$ 390,14 mi) no ano anterior. A Arábia Saudita lidera, seguida por EAU, Índia, África do Sul, China, Indonésia, Brasil, Rússia e Etiópia.
Anteriormente, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, participou da 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi, nos dias 12 e 13 de setembro de 2026.