Quênia apela aos países africanos para avançar na criação de espaço aéreo único
Medida pode reduzir custos do transporte aéreo e acelerar integração econômica do continente
O Quênia pediu aos países africanos que acelerem a criação do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM, na sigla em inglês). A informação foi divulgada pela Kenya Broadcasting Corporation, com base nas declarações do primeiro-secretário do Gabinete e ministro das Relações Exteriores e da Diáspora do Quênia, Musalia Mudavadi.
"A aviação não é apenas um meio de transporte. Ela contribui para o desenvolvimento do comércio, do turismo, dos investimentos, da saúde, da educação, da assistência humanitária e do intercâmbio cultural. Ela conecta pessoas, mercados e oportunidades", afirmou Mudavadi.
Segundo o ministro, voos entre países africanos vizinhos frequentemente exigem conexões fora do continente, o que aumenta o tempo e o custo das viagens, limita o comércio e dificulta a integração econômica.
"O futuro da aviação africana não pode ser construído apenas pelos governos. Ele exige parceria, confiança, inovação e um compromisso comum com a ideia de um espaço aéreo único na África. [...] Juntos, podemos criar um setor de aviação seguro, sustentável, competitivo, inovador e inclusivo, que conduza a África a uma maior prosperidade", concluiu Mudavadi.
O ministro propôs que os países africanos simplifiquem e harmonizem as regras do transporte aéreo, além de reconhecerem mutuamente os padrões de segurança. Segundo ele, o desenvolvimento de uma infraestrutura comum permitirá ampliar o número de rotas aéreas, reduzir o custo dos voos e atrair investimentos.
Mudavadi também defendeu investimentos em combustíveis sustentáveis para a aviação, infraestrutura energeticamente eficiente e tecnologias voltadas à redução das emissões. Ele ainda propôs ampliar o uso da inteligência artificial, implementar sistemas digitais de gestão do tráfego aéreo e fortalecer a formação profissional no setor.