Indústria química do Brasil traça metas para ampliar competitividade até 2035
Agenda prevê ampliar investimentos, reduzir importações e fortalecer a produção
A indústria química brasileira apresentou uma agenda de propostas para ampliar a competitividade do setor até 2035, com metas de reduzir a dependência de importações, elevar os investimentos, fortalecer a produção nacional e estimular a inovação. A informação foi divulgada pelo Brasil 247, parceiro da rede TV BRICS.
Segundo a fonte, o plano considera o segmento uma infraestrutura econômica estratégica, devido ao fornecimento de insumos para áreas como agricultura, saúde, construção civil, energia, mobilidade, defesa, semicondutores e tecnologias relacionadas à transição energética.
A Agenda Estratégica para a Indústria Química Brasileira 2027-2035 propõe transformar recursos naturais e energéticos disponíveis no país em cadeias industriais de maior valor agregado, empregos qualificados e capacidade produtiva. Entre as metas para 2035 estão reduzir o déficit comercial do setor para US$ 30 bilhões, limitar a participação das importações a 20% da demanda doméstica e elevar para 90% a utilização da capacidade instalada.
Além disso, o documento prevê elevar os investimentos produtivos para US$ 5 bilhões por ano e os gastos em pesquisa e desenvolvimento para 1,5% da receita líquida.
Outra prioridade para fortalecer a atividade industrial é indicada na redução dos custos dos insumos. A proposta prevê que o preço do gás natural utilizado pelo setor passe dos atuais quase US$ 10 por MMBTU para cerca de US$ 5 por MMBTU, aproximando as condições brasileiras das observadas nos principais polos petroquímicos internacionais.
As ações estão organizadas em seis missões, distribuídas entre curto prazo, de 2027 a 2028; médio prazo, de 2028 a 2030; e longo prazo, de 2030 a 2035:
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Insumos e infraestrutura: a primeira missão prevê reduzir os custos de energia, gás natural e matérias-primas, além de aprimorar a logística e a segurança de abastecimento.
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Demanda e política industrial: a segunda busca estimular investimentos e ampliar mercados para produtos sustentáveis, de maior valor agregado e baixo carbono.
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"Nova Química": a terceira propõe integrar petroquímica, biomassa, economia circular, hidrogênio de baixa emissão e outras tecnologias voltadas à descarbonização.
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Defesa comercial e segurança econômica: a quarta prevê fortalecer os instrumentos de defesa comercial, modernizar procedimentos aduaneiros e reduzir assimetrias regulatórias.
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Investimento e inovação: a quinta pretende ampliar o financiamento, modernizar a capacidade produtiva, acelerar a incorporação de novas tecnologias e fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento.
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Governança e coordenação: a sexta defende maior integração entre políticas industriais, energéticas, climáticas, regulatórias, comerciais e de inovação, além de mais estabilidade e segurança jurídica.
Segundo a agenda, o país reúne condições favoráveis para ampliar sua participação na indústria química, entre elas a disponibilidade de petróleo, gás natural e biomassa, uma matriz elétrica predominantemente renovável e um amplo mercado consumidor. A combinação desses recursos com a base industrial existente pode favorecer o desenvolvimento de cadeias de maior valor agregado e ampliar a participação brasileira na economia de baixo carbono.