BRICS quer concluir acordo único sobre reconhecimento de diplomas e graus acadêmicos, afirma especialista
O objetivo é estabelecer um acordo comum para todos os países da associação
Na próxima cúpula do BRICS, os participantes pretendem avançar rumo à conclusão de um acordo multilateral sobre o reconhecimento mútuo de diplomas de ensino superior e graus acadêmicos, incluindo o PhD. A informação foi divulgada pelo presidente da Universidade Russa da Amizade dos Povos, parceira da TV BRICS, Vladimir Filippov, em entrevista exclusiva à rede de mídia.
“Alcançamos um progresso significativo no reconhecimento de documentos entre nossos países. Por enquanto, são acordos bilaterais entre países específicos no âmbito do BRICS. Mas estamos avançando para que realmente seja concluído um acordo que abranja todos os países do BRICS sobre o reconhecimento mútuo tanto de diplomas de ensino superior quanto de graus acadêmicos: candidato de ciências, doutor de ciências e PhD”, destacou.
Segundo ele, em 2015 foi tomada a decisão de criar a Universidade em Rede do BRICS. Atualmente, 178 das principais universidades participam da iniciativa, tendo ingressado por recomendação dos ministérios da Educação de seus respectivos países.
“Na realidade, no âmbito dessa universidade, os intercâmbios acadêmicos aumentaram significativamente, tanto entre professores quanto entre docentes. Posso dizer isso tomando como exemplo apenas a Universidade da Amizade dos Povos, onde hoje estudam alunos de mais de 160 países do mundo. A maioria desses estudantes, enfatizo, é proveniente dos países do BRICS”, acrescentou.
Além da educação, espera-se que a cúpula também discuta a cooperação nas áreas financeira, econômica e energética, bem como questões globais relacionadas ao clima, à ecologia e à segurança alimentar.
Filippov chamou atenção para o crescimento do comércio realizado em moedas nacionais dentro do BRICS, o que, em sua opinião, demonstra o fortalecimento da soberania dos países participantes. Ele também destacou o aumento significativo do número de Estados que integram a associação e afirmou que novas solicitações de adesão poderão ser analisadas durante a próxima cúpula.