Etiópia leva experiência do Legado Verde a outros países africanos
Iniciativa fortalece vínculos entre os povos participantes
A Etiópia está levando sua experiência com o programa Legado Verde para outros países africanos, com o objetivo de compartilhar conhecimentos e práticas nas áreas de conservação ambiental, reflorestamento e plantio de árvores. Nesse âmbito, o país enviou 24 jovens para Zimbábue, Gana e Nigéria.
Segundo a Fana Media Corporation (FMC), parceira da TV BRICS o projeto está sendo realizado pela segunda vez e prevê o envio de oito jovens para cada um dos três países. A experiência deverá posteriormente ser ampliada para outras nações africanas.
Além de compartilhar conhecimentos, a cooperação busca fortalecer os vínculos entre os povos e as relações entre os países participantes. A iniciativa dá continuidade a uma experiência semelhante realizada no Paquistão no ano passado, quando foi promovida uma atividade de plantio de árvores.
Lançado em 2019 sob a liderança do primeiro-ministro Abiy Ahmed, o Legado Verde vem ampliando sua escala. Em 3 de agosto, a Etiópia plantou 805,3 milhões de mudas em um único dia, superando a meta de 800 milhões estabelecida para a campanha. Ao longo dos últimos sete anos, mais de 48 bilhões de mudas foram plantadas em todo o território nacional.
Os países do BRICS e seus parceiros vêm implementando diversas iniciativas e medidas na área ambiental, que ocupa lugar de destaque na pauta do grupo.
No Brasil, o Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou uma nova resolução para o licenciamento ambiental da aquicultura. As regras atualizadas estabelecem modalidades de licença proporcionais à escala da produção e um monitoramento ambiental compatível com o porte das atividades. A regulamentação também prevê medidas de prevenção e biossegurança para reduzir potenciais impactos ambientais e contribuir para uma aquicultura mais sustentável, informou o Ministério da Pesca e Aquicultura.
Paralelamente, na China, estão sendo ampliados os esforços para recuperar o cipreste-de-penhasco (Thuja sutchuenensis), espécie rara que esteve à beira da extinção, por meio de técnicas de propagação artificial, reintrodução na natureza e conservação fora de seu habitat original. Após serem reintroduzidas em 2015, as primeiras mudas cultivadas artificialmente atingiram maturidade reprodutiva e passaram a produzir sementes viáveis. Atualmente, a espécie também é cultivada experimentalmente em diferentes regiões do país, com o objetivo de ampliar sua capacidade de adaptação, informou o China Daily, parceiro da rede TV BRICS.
O Cazaquistão, por sua vez, está modernizando sua infraestrutura hídrica com a construção de 42 novos reservatórios e a reconstrução de outros 37, além da renovação de canais de irrigação e da adoção de sistemas digitais de gestão da água. Até 2030, o país pretende modernizar 14,5 mil km de canais e ampliar para 1,3 milhão de hectares a área atendida por tecnologias de economia de água. As medidas buscam reforçar a segurança hídrica, apoiar a agricultura e aumentar a eficiência no uso dos recursos. A informação é da Kazinform, outra parceira da rede.