Indústria brasileira cresce em julho com impulso do Amazonas
Maior avanço ocorreu no Amazonas, com alta de 14,6%
A indústria brasileira cresceu em julho de 2026 frente ao mês anterior, com avanço em 8 dos 15 locais avaliados pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional. Segundo informações do Brasil 247, o Amazonas lidera a lista, com uma alta de 14,6%.
Esse resultado foi favorecido pelo retorno de unidades fabris que haviam interrompido as atividades em junho para a concessão de férias coletivas. O desempenho também foi o mais expressivo do estado para um mês de julho desde 2020.
Além do Amazonas, outros sete locais acompanharam o movimento de alta em julho. O Espírito Santo e o Rio Grande do Sul se destacaram, com avanços de 2% e 1,2%, respectivamente, enquanto Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Minas Gerais também registraram crescimento. No Rio de Janeiro, a produção permaneceu no mesmo nível do mês anterior.
Na comparação com julho de 2025, o Espírito Santo apresentou o maior crescimento entre os locais pesquisados, com alta de 12,8%, impulsionada pelas indústrias extrativas de petróleo e gás natural e pela pelotização de minério. O Rio Grande do Sul também se destacou, com avanço de 7%, sustentado pelos setores de derivados de petróleo e biocombustíveis, máquinas e equipamentos, alimentos e metalurgia.
Na mesma comparação, o Rio de Janeiro também apresentou avanço de 3,3%. Na sequência, aparecem Amazonas, com 2,8%, Goiás, com 2,7%, e Pernambuco, com 1,2%. Já na média móvel trimestral, Rio Grande do Sul e Amazonas se destacaram, com altas de 1,1% e 0,8%, respectivamente.
Entre as atividades industriais pesquisadas, 13 registraram crescimento. O principal destaque foi a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com alta de 12,2%. Também avançaram os segmentos de produtos alimentícios, com 1%, e de derivados de petróleo e biocombustíveis, que cresceram 1,1%.
O setor agropecuário também apresentou melhora, com alta de 11,4% nas exportações em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. No período, as vendas externas geraram receita de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões), impulsionadas por produtos como soja, café não torrado e animais vivos. Entre janeiro e agosto, o setor acumulou crescimento de 9,5%, tendo novamente a soja como principal destaque.