Egito planeja criar plataforma digital unificada para registros médicos de pacientes
Sistema deve integrar instituições de saúde, aumentar a eficiência e melhorar a qualidade dos serviços
O Egito planeja criar uma plataforma digital nacional para integrar instituições de saúde e permitir o compartilhamento de dados de pacientes e seus históricos médicos. A informação foi divulgada pelo Daily News Egypt, parceiro da TV BRICS, com base em dados do Ministério da Saúde e População do país.
O sistema reunirá prontuários eletrônicos de pacientes, serviços de telemedicina e tecnologias de inteligência artificial. O projeto também prevê a criação de um centro unificado de gestão para coordenar o funcionamento da plataforma.
O ministro da Saúde e População do Egito, Khaled Abdel Ghaffar, discutiu a iniciativa com representantes de empresas chinesas e conheceu a experiência da China na área de saúde digital. As partes também analisaram as etapas de implementação, possíveis modelos de financiamento e o lançamento de um projeto-piloto.
A iniciativa faz parte de uma tendência mais ampla observada em outros países do BRICS, que inclui a digitalização de hospitais, o avanço da inteligência artificial e a adoção de ferramentas tecnológicas na área da saúde.
Nesse contexto, o Ministério da Saúde da Etiópia planeja digitalizar mais de 80% dos hospitais públicos até 2030, como parte da transformação digital do sistema de saúde do país, que busca se tornar um dos principais centros de turismo médico no Chifre da África. Segundo o vice-ministro da Saúde, Dereje Duguma, mais de 50 hospitais e centros médicos já abandonaram completamente o fluxo de trabalho em papel e utilizam sistemas digitais para armazenar prontuários e prestar atendimento médico, informa a ENA, parceira da TV BRICS.
Durante a Conferência Regional de Impacto da Inteligência Artificial 2026, realizada em Madhya Pradesh, na Índia, foi apresentado um gêmeo digital do corpo humano baseado em IA, capaz de detectar doenças e contribuir para diagnósticos preventivos. A tecnologia atraiu a atenção de pesquisadores, médicos e especialistas do setor. Segundo a ANI, parceira da TV BRICS, o robô foi desenvolvido pelo Instituto Indiano de Tecnologia (IIT) de Indore e projetado para reproduzir funções humanas básicas, como respiração e piscar dos olhos, enquanto analisa padrões de doenças no organismo.
Além disso, no Brasil, começou a funcionar a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS), inaugurada no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, segundo informou a Agência Brasil.
A unidade conta com inteligência artificial e tecnologias digitais avançadas que otimizam o monitoramento do estado dos pacientes, permitem cruzar informações de diferentes equipamentos médicos, alertam antecipadamente os profissionais sobre possíveis alterações na condição de saúde e ajudam a definir prioridades no atendimento. O sistema também apresenta automaticamente as informações mais relevantes no prontuário eletrônico do paciente.